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SOMÁLIA 4ª
Posição na Classificação de Países por Perseguição

A Somália está localizada no extremo
leste do continente africano, na região semiárida conhecida como
Chifre da África. O território somali apresenta paisagens variadas
com regiões montanhosas ao norte, desertos e savanas na área
central e uma região subtropical ao sul. População
É difícil contabilizar a população somali. O último
censo foi realizado pelo governo em 1975; a partir daí só há
estimativas, que devem ainda levar em conta o número de nômades e o
movimento de refugiados, que fogem da fome e da guerra entre os clãs.
A maioria da população pertence à etnia somali, que se
divide em inúmeros clãs. Os quatro maiores clãs - dir, daarwood,
hawiye e isxaaq -, no entanto, respondem por aproximadamente três
quartos da população do país. Os outros clãs, considerados
inferiores, agrupam 20% dos somalis localizados no sul, e uma minoria
pertence à etnia banta. O islamismo é a religião oficial
da Somália e, com raras exceções, a maioria dos somalis segue a
tradição sunita. Há alguns hindus entre os indianos que trabalham
no país. A Somália é uma das nações mais pobres do
mundo. Após anos de guerra civil, a economia entrou em colapso e é
controlada por uma minoria que explora o narcotráfico, a venda de
armas e o comércio de alimentos. A maioria dos somalis vive da
pecuária e da agricultura de subsistência, e depende dos programas
de ajuda humanitária. História
A Somália tornou-se independente em 1960, quando italianos e
britânicos se retiraram e o território foi unificado. Desde sua
independência, o país tem tido conflitos com a Etiópia pela posse
da região de Ogaden (Estado da Etiópia). A Guerra Fria
acabou por beneficiar a Somália economicamente, pois o país recebia
subsídios da União Soviética em um primeiro momento e, mais tarde,
passou a recebê-los dos Estados Unidos. Apesar disso, os conflitos
internos e externos acabaram por devastar a nação e sua população.
Em 1991, uma sangrenta guerra civil derrubou a ditadura
governante e lançou o país em total desgoverno, com mais de 20 clãs
armados lutando entre si pelo poder. Em 1992, as Nações Unidas
intervieram no conflito a fim de fornecer ajuda humanitária aos
necessitados. Embora o caos e a luta entre os diversos clãs
ainda persistam em quase todo o território somali, um governo de
transição foi estabelecido no ano 2004 para promover o processo de
paz, após a iniciativa do presidente de Djibuti, Ismael Omar
Guelleh, de reunir mais de dois mil representantes somalis em seu
país. O Governo Federal de Transição está situado na
capital Mogadíscio. A cada cinco anos escolhe-se um novo presidente
para o governo de transição. No entanto, seu inimigo, a
União de Cortes Islâmicas, embora tecnicamente derrotado, continua
lutando, com a ideia de instaurar o caos e impor a lei islâmica à
sociedade. A
IgrejaOs
primeiros missionários cristãos chegaram à Somália em 1881. Em
quase um século de trabalho, eles conseguiram algumas centenas de
convertidos, até que foram obrigados a se retirar do país em 1974.
Há um pequeno número de somalis convertidos ao cristianismo
morando na Somália, e muitos foram assassinados nos últimos anos
por radicais islâmicos que juraram acabar com todos os somalis
cristãos.A
perseguiçãoA
falta de lei no país (não há Constituição, por exemplo) abre
espaço para o crescimento do extremismo religioso, que é o grande
responsável pela perseguição aos cristãos somalis. Há
uma Carta de direitos do governo de transição, mas ela não possui
restrições ou proteções à liberdade religiosa. Duas regiões no
país - Somalilândia e Puntlândia - adotaram o islamismo como a
religião oficial. Em ambas as regiões, os muçulmanos não podem
abandonar o islamismo, sob pena de morte. Extremistas têm
acusado organizações cristãs de ajuda humanitária de aproveitarem
o caos no país para divulgar o evangelho. Tais acusações acabam
atraindo a atenção da mídia e levando a ataques públicos contra
os cristãos por parte dos jornais locais. Além disso, os partidos
políticos muçulmanos têm publicado relatórios que detalham os
programas evangelísticos e advertem severamente o povo somali a
manter distância de tais atividades. Em 13 de abril de 2008,
quatro professores cristãos, dois deles ex-muçulmanos, foram mortos
por militantes islâmicos na cidade de Beledweyne. De acordo com a
associação Barnabas Fund, as vítimas eram dois quenianos e dois
somalis (um homem de 64 anos, Daud Assan Ali e uma mulher de 32 anos,
Rehana Ahmed). Eles foram mortos a tiros enquanto dormiam, durante
uma invasão a uma escola cristã. Daud e Rehana eram
ex-muçulmanos que tiveram a oportunidade de morar durante alguns
anos no Reino Unido. Em 2004, Daud voltou a sua terra natal para
realizar o sonho de abrir uma escola. O projeto dele só foi
completado atualmente, em março de 2008. Em um blog mantido para a
escola, ele chegou a escrever que estava preocupado com a invasão
noturna de extremistas ao local. O porta-voz do grupo
responsável pelo ataque disse que as mortes não foram premeditadas
e que os quatro professores acabaram atingidos no fogo cruzado.
Porém, vários moradores de Beledweyne disseram que os
cristãos foram atingidos porque os muçulmanos tinham medo de que
eles pregassem sobre Jesus aos alunos da escola de inglês. Ai,
esposa de Daud, disse em uma entrevista que o marido havia sido morto
por ser ex-muçulmano.Motivos
de oração1.
O povo somali sofre com a falta de governo. Atualmente, o país é
governado por líderes regionais que agem impune e violentamente.
Cada líder mantém sob controle uma região específica e todos
lutam entre si constantemente a fim de obter mais poder. A população
encontra-se no meio do fogo cruzado. Ore pedindo o fim do caos e o
estabelecimento de um governo estável. 2. Cristãos somalis
vivem sob constante perseguição. Converter-se ao cristianismo é o
mesmo que fazer um convite aos radicais para assassiná-lo. Todos os
cristãos vivem sob severa perseguição e temem pela própria
segurança e a de seus familiares. Muitos travam uma luta íntima em
relação à decisão de manter sua condição em segredo ou
declarar-se abertamente e compartilhar a fé. Ore pedindo sabedoria e
proteção aos cristãos somalis. 3. Grupos cristãos de
ajuda humanitária sofrem com os ataques dos fundamentalistas
islâmicos. Grupos humanitários cristãos podem oferecer uma
importante ajuda para melhorar a qualidade de vida do povo somali. No
entanto, muitos deles assumem um alto risco ao atuar no país.
Comboios têm sido atacados e seus equipamentos confiscados. Além
disso, alguns de seus funcionários já foram ameaçados e mesmo
mortos. Ore por uma melhoria nas relações entre os ministérios
cristãos e aqueles que detêm o poder local. 4. As
transmissões de programas evangelísticos são prejudicadas pela
imagem negativa divulgada pela imprensa. Os programas cristãos de
rádio e televisão, assim como a literatura, têm colhido alguns
frutos. Por essa razão, os ataques da mídia somali são constantes.
Ore para que os frutos se multipliquem apesar dos ataques. 5.
A Igreja somali está quase extinta. Com apenas algumas centenas de
cristãos somalis, é necessário que o trabalho missionário seja
recomeçado da estaca zero. Isso exigirá métodos completamente
inovadores para se alcançar o sucesso almejado. Ore e peça coragem
e sabedoria aos líderes da Igreja.
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